Ronaldo Jacaré quebra tabu de brasileiros e nocauteia Chris Weidman no UFC 230

(Foto: Jason Silva)

NOVA YORK – Parecia uma sina. Ter Chris Weidman enfrentando lutadores brasileiros sempre foi sinônimo de tristeza para os fãs do país. Neste sábado, Ronaldo Jacaré pôs fim à supremacia do americano contra o Brasil. Depois de ter dificuldades no primeiro round, o manauara cresceu ao longo da luta e, no terceiro assalto, colocou um direto de direita certeiro para nocautear o All-American aos 2m46s de luta e reencontrar o caminho das vitórias.

Com o resultado, Jacaré se recupera do revés contra Kelvin Gastelum em maio e se coloca novamente perto de conseguir uma disputa de cinturão, após bater o número 3 do ranking dos pesos-médios (até 84kg). Weidman, por sua vez, perdeu pela quarta vez nas últimas cinco atuações.

“Amo Chris, ele é um cara legal e é um herói, uma grande pessoa. Estou orgulhoso e quero ser o melhor do mundo. Precisamos nos respeitar, eu e Chris temos muito respeito, mas dentro do octógono é guerra. Isso é MMA, eu confio nas minhas mãos e fiz meu melhor”, afirmou Jacaré.

A luta

Lutador mais festejado da noite, o nova-iorquino foi o primeiro a agir ao conectar jab e direto. Jacaré dominava o centro do octógono, mas teve dificuldade para encontrar a distância nos primeiros momentos. A torcida gritava o nome do dono da casa, que balançou o rival com uma direita. O brasileiro respondeu com overhand de direita, mas não teve sequência. Com bons jabs, Weidman fez o nariz do oponente sangrar e passou a caminhar mais para a frente no fim do round.

Ronaldo Jacaré aplica um chute alto em Chris Weidman no UFC 230 — Foto: Jason Silva
Jacaré voltou com um potente chute na perna da frente do americano, mas pecava na movimentação de cabeça. Após receber mais alguns jabs, ele foi para a trocação franca e cresceu no combate. Sua direita passou a encontrar com mais frequência o rosto de Weidman, que absorvia e respondia com jabs e diretos. Variando mais os golpes, com ganchos na linha de cintura e overhands na cabeça, principalmente, Jacaré minava o rival.

Após tentar um chute alto, Weidman o desequilibrou, foi para cima, mas o brasileiro ficou de pé, com as costas na grade. O All-American insistiu na pegada, derrubou, mas quase levou a pior após uma bela transição de Jacaré, que o obrigou a se levantar.

O ritmo se manteve no início do último round e, na troca franca de golpes, Jacaré colocou duas direitas poderosas. Weidman dominava o centro do octógono e voltou a apostar com mais frequência nos jabs, que castigava, o nariz do brasileiro, mas Jacaré não deixou o americano crescer muito na luta e partiu para cima. Um direto de direita entrou na cabeça de Weidman, que desabou. O brasileiro esperou o árbitro interromper, ainda viu o americano segurar sua perna e, sem ação do juiz, aplicou alguns socos na cabeça até que sua vitória fosse decretada. Fim do tabu para o Brasil.

(Combate.com)