Polícia do Arizona investiga funcionários de clínica onde mulher em coma deu à luz

PHOENIX – A polícia de Phoenix, no Arizona, requisitou nesta quarta-feira, 9, exames de DNA dos funcionários homens de uma clínica, onde uma mulher em coma há mais de uma década deu à luz no mês passado.

Uma ordem judicial obriga que os empregados façam exames de sangue para tentar descobrir se o homem que estuprou a mulher, que não teve a identidade revelada, trabalha na clínica Hacienda Healthcare. Em razão do escândalo, o diretor da clínica, Bill Timmons, renunciou ao cargo.

A vítima está internada em coma há 14 anos e, segundo o hospital, nenhum funcionário estava ciente da gravidez da mulher, fato que agora é investigado como possível estupro.

“Nenhum dos funcionários estava ciente de que ela estava grávida até o momento que ela estava dando à luz”, declarou um familiar da paciente ao jornal Fox. A mulher está internada na Hacienda HealthCare, na cidade de Phoenix, desde um afogamento que a deixou em estado vegetativo. O parto ocorreu no dia 29 de dezembro de 2018.

De acordo com o parente, a vítima não tinha como se defender de uma tentativa de estupro ou mesmo como se comunicar para alertar que estava grávida. “Pelo que me disseram, ela estava gemendo. E eles não sabiam o que havia de errado com ela”, afirmou.

Uma enfermeira auxiliou no parto e a criança passa bem. A clínica disse ter alterado o protocolo de atendimento e afirmou que, agora, sempre que um funcionário precisar entrar no quarto de uma paciente, deve ser acompanhado por alguma funcionária.

O caso também está sendo investigado internamente e pelo Departamento de Saúde do Arizona.

(Com Agências)