Aretuza Garner é a primeira jurada brasileira em concurso de dança dos EUA

A brasileira está à frente do projeto Aretuza’s Ballerina que reúne bailarinas que estão se profissionalizando e se apresenta em eventos e atividades culturais (Foto: Divulgação)

ORLANDO – A ponta da sapatilha da carioca Aretuza Garner conquistou os palcos do mundo e agora a leva a ser a primeira jurada brasileira no tradicional festival de dança norte-americano “Sheer Elite International” que faz a sua estreia internacional neste fim de semana.

Dançarinos de todos os Estados Unidos tentam uma vaga nas edições nacionais da competição que faz a sua primeira versão em Monterrey, no México, onde Aretuza vai ensinar e julgar os candidatos entre 4 e 21 anos. “Estou ansiosa para dividir a minha bagagem de ballet com mais de 600 jovens”, comemora.

Aretuza, formada pelo Sindicato dos Profissionais de Dança do Rio de Janeiro, faz parte de um grupo seleto de professores e na competição mexicana vai estar ao lado de Christian Denice (dança contemporânea), Peter Sabasino (sapateado) e Jared Jenkins (hip-hop) durante três dias – de sexta-feira (9) a domingo (11) – de muita dança e competição em solos e grupos. “Uma amiga me indicou e a produção gostou do meu currículo. Vai ser um prazer estar ao lado de grandes talentos, pessoas que admiro muito.”

Para Aretuza, a emoção é ainda maior porque ela revive a própria história uma vez que foi um festival que a revelou para os palcos do exterior há 20 anos.

“Festivais são vitrines. É uma ótima oportunidade para descobrir talentos e ser descoberto. Foi assim que ganhei uma bolsa para estudar da Alemanha”, relembra. “O Sheer Elite International também vai ter uma versão no Panamá; quero levá-los para o Brasil”, acrescenta.

Aretuza vai estar ao lado de jurados experientes de grandes companhias de dança e concursos como ‘So You Think You Can Dance’ (Foto: Divulgação)

A menina que ganhou o mundo através de um concurso de dança agora reconhece a sua responsabilidade. “Como bailarina o meu primeiro olhar vai ser para a técnica. Pernas esticadas, técnica limpa e expressão corporal. Isso é essencial”, afirma. “Mas claro que quero me emocionar. Eu quero ver carisma, tem que mexer comigo”.

Aretuza também compreende o seu papel nessa fase de aprendizagem. “Tive grandes mestres como Bertha Rosanova. Devo muito a eles. Também quero ser o impulso para as novas gerações”, avalia.

E a bailarina de Ipanema já se destaca como professora. Há oito anos em Orlando, na Flórida, ela molda talentos entre 4 e 90 anos. “Não existe sexo ou idade para dançar. Todos nós podemos nos entregar à dança e nos surpreender”, garante a artista que já ensinava ballet nas Ilhas Turcas e Caicos, território britânico no Caribe, onde morou por dez anos.

“Eu sempre vinha para os Estados Unidos para fazer compras para a minha academia e um dia resolvi arriscar e mandei currículos para escolas de dança em Orlando. Gostaram e queriam me contratar, mas eu precisava de um visto para trabalhar. Apliquei para o visto O, para habilidades especiais, e o documento saiu em três meses. Acho que era o meu destino morar aqui mesmo”, recorda Aretuza que também é especializada em ballet workout, pilates e dança contemporânea.

Depois de passar por várias escolas de dança norte-americanas, inclusive a Companhia de Ballet de Orlando, Aretuza agora se divide entre a direção da Central Florida Dance Center, dar aulas como professora convidada, e sua própria companhia, a Aretuza’s Ballerina Project.

SERVIÇO: Para contratar Aretuza Garner ou saber mais sobre as aulas de ballet, escreva para aretuzagarnerballerina@gmail.com