Após os EUA, Guatemala inaugura sua embaixada em Jerusalém

Hilda Patricia Marroquin, mulher do presidente da Guatemala Jimmy Morales, corta a fita para inaugurar a embaixada da Guatemala em Jerusalém ao lado se seu marido e do premiê israelense Benjamin Netany nesta quarta-feira (16) (Foto: Reuters)

JERUSALÉM – A Guatemala inaugurou nesta quarta-feira, 16,  em Jerusalém sua nova embaixada em Israel, seguindo os passos dos Estados Unidos, uma iniciativa que rompe décadas de consenso internacional e revolta os palestinos.

A Guatemala é o segundo país a transferir sua sede diplomática israelense de Tel Aviv para Jerusalém. A inauguração da embaixada dos EUA nessa cidade na última segunda-feira foi marcada por um dia de violenta repressão israelense de manifestantes palestinos na Faixa de Gaza, que deixou quase 60 mortos e centenas de feridos.

A decisão dos EUA acabou com o consenso internacional de manutenção das embaixadas fora de Jerusalém, uma consequência da disputa sobre o status da Cidade Sagrada e o conflito israelense-palestino.

No conflito entre Israel e palestinos, o status diplomático de Jerusalém, cidade que abriga locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos, é uma das questões mais polêmicas e ponto crucial nas negociações de paz.

Israel considera Jerusalém sua capital eterna e indivisível. Mas os palestinos reivindicam parte da cidade (Jerusalém Oriental) como capital de seu futuro Estado.

“Vocês sempre estiveram entre os primeiros. O segundo país a reconhecer Israel”, declarou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que participou na cerimônia de inauguração, ao lado do presidente guatemalteco Jimmy Morales.

Netanyahu anunciou que visitará a Guatemala em sua próxima viagem pela América Latina.