Tom Cruise ressuscita “A Múmia”, clássico de terror, agora com efeitos especiais

Tom Cruise ressuscita “A Múmia”, clássico de terror, agora com efeitos especiais

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Tom Cruise em lançamento do filme "A Múmia" em Nova York 6/6/2017 REUTERS/Lucas Jackson

SÃO PAULO – A decisão da Universal de relançar clássicos do horror de décadas passadas, embalados em muitos efeitos especiais, começa com a nova versão de “A Múmia”, estrelado em 1932 por Boris Karloff, que meteu medo a uma geração que não sabia que o pior ainda estava por vir, sete anos depois, com o início da Segunda Guerra Mundial.

Se no filme de 1932, de Karl Freund, a múmia que ganha vida é a de um sacerdote egípcio, descoberto por exploradores modernos, a refilmagem de Alex Kurtzman traz para o papel a bela Ahmanet (a argelina Sofia Boutella), mumificada viva por ter matado o pai, a mãe e o herdeiro do trono, e sepultada numa câmara à prova de fuga, pois ela tem poderes que adquiriu de uma divindade egípcia e que pretendia usar para transformar o amante em um poderoso deus e reinarem felizes para sempre.

A maior parte da ação transcorre nos dias atuais quando a tumba de Ahmanet, personagem misteriosa e desconhecida dos historiadores, é descoberta por acaso por dois aventureiros que saqueiam monumentos históricos em áreas conflagradas por rebeliões no Oriente Médio, especialmente o Iraque, território da antiga Mesopotâmia. O principal rato de tumba é Nick Morton, interpretado como sedutor e aventureiro por Tom Cruise, cujo papel equivale ao que normalmente é aceito por Nicholas Cage em filmes trash.

Como é destinado a uma plateia aficionada por ação e efeitos especiais, o filme se vale dos bons recursos proporcionados nas projeções Imax para compensar o roteiro previsível e as falas simplórias, principalmente as de Cruise.

Outra bela é escalada para fazer o par quase romântico, mesmo que involuntário de início, com Cruise: a britânica Annabelle Wallis, sobrinha de Richard Harris, que interpreta a pesquisadora Jenny Halsey, que trabalha para o dr. Henry Jekyll, dono de uma organização misteriosa que não mede esforços para encontrar o sarcófago com a múmia de Ahmanet.

Jekyll, interpretado por Russell Crowe, é a melhor surpresa do filme, em uma referência bem-humorada ao clássico de horror “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson, no qual dr. Jekyyl luta contra seu duplo maléfico, mr. Hyde.

O filme embarca no non sense e nos zumbis trash de George Romero ao acompanhar o assédio da bela múmia, despertada involuntariamente por Nick, que não desiste de torná-lo seu parceiro imortal. Mas, para isso, é preciso convencê-lo a aceitar o pedido de casamento insólito, que culminaria com sua morte. Resta a Nick correr, e muito.

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