Operação nacional do ICE prende 21 trabalhadores ilegais em lojas 7-Eleven

Agentes durante operação em Los Angeles, na Califórnia (Foto: AP)

WASHINGTON – Uma operação da Polícia de Imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) na rede de loja de conveniência 7-Eleven na madrugada desta quarta- feira, 10, prendeu 21 suspeitos de estarem trabalhando sem autorização no país. A inspeção de 98 lojas foi a maior desde que o presidente Donald Trump assumiu a Casa Branca no ano passado.

“A operação de hoje envia uma mensagem forte a empresários que empregam mão de obra ilegal nos Estados Unidos. Aplicaremos a lei e os responsáveis serão punidos”, disse o diretor da agência, Thomas D. Homan.

“Esses empregadores funcionam como um ímã para imigrantes ilegais. Continuaremos nosso trabalho para proteger empregos de trabalhadores americanos e eliminar vantagens injustas obtidas por empresas que empregam ilegais”, acrescentou.

O combate a mão de obra de imigrantes sem documentos era uma das promessas de campanha de Trump. Desde que ele assumiu o mandato, operações do tipo aumentaram 40%.

Nesta manhã, lojas da 7-Eleven foram investigadas em Washington D.C. e 17 Estados ( Califórnia, Colorado, Delaware, Flórida, Illinois, Indiana, Maryland, Michigan, Missouri, Nevada, New Jersey, Nova York, Carolina do Norte, Óregon, Pensilvânia, Texas e Washington).

A empresa, que tem 60 mil lojas no mundo inteiro, 8.600 só nos Estados Unidos, não quis se pronunciar.

A ICE disse que a operação de quarta-feira dá continuidade ao processo de 2013, quando gentes federais prenderam nove donos de franquias da 7-Eleven por fraudar identidades de seus funcionários.

Segundo a agência federal, os comerciantes foram acusados ​​de “conspirar para cometer fraudes, roubar identidades, além de ocultar e abrigar estrangeiros ilegais empregados em suas lojas”.

Na época, os empresários foram condenados a pagar mais de $2,6 milhões em salários atrasados ​​para os trabalhadores.

Os empresários das lojas investigadas hoje têm três dias para esclarecer a situação de seus empregados e os funcionários detidos entram em processo de deportação, informou a ICE.

(Com Agências)