Democratas rejeitam projeto conservador para proteger dreamers

Senador Chuck Grassley

WASHINGTON  – A ala democrata do Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira, 5,  a proposta de reforma imigratória do senador Chuck Grassley.

O republicano de Iwoa ofereceu proteção aos dreamers, como são conhecidos os jovens que foram trazidos ainda crianças aos EUA, em troca do aumento da ofensiva contra os imigrantes irregulares no país. Eles receberiam permissão de trabalho por três anos enquanto o e-Verify, sistema eletrônico para checar o status imigratório do candidato a uma vaga de emprego, passaria a ser mandatário.

Grassley  também queria limitar os benefícios imigratórios com base em laços familiares,  acabar com a política de asilo e impor penalidades para as cidades santuários, aquelas que se recusam a manter um estrangeiro preso apenas com base no status imigratório irregular.

Dessa forma, os dreamers, inclusive os beneficiados pelo DACA, ordem executiva do ex-presidente Barack Obama que beneficia imigrantes que chegaram no país antes de complentar 16 anos até julho de 2012, receberiam autorização permanecer legalmente no país, mas não teriam direito a reivindicar a cidadania.

“Essa proposta, e eu disse isso pessoalmente a eles, não pode ser considerada de boa fé para proteger os dreamers”, disse o senador Dick Durbin, democrata de Illinois e autor do Dream Act que oferece medidas mais rígidas de controle nas fronteiras dos Estados Unidos numa barganha para abrir o caminho para a cidadania de pelo menos 1 milhão de estrangeiros.

Desde que o governo de Donald Trump anunciou em setembro o fim da DACA, pelo menos 11,102 imigrantes já perderam o benefício. Agora, os legisladores têm até o dia 5 de março para aprovar uma lei que garanta a proteção permanente a quase 800 mil jovens que correm o risco de voltar para a clandestinidade.