Brasileiros acusados de sequestrar o neto deixam prisão em Miami depois de pagar $2 milhões

Avós ficaram cerca de um mês encarceirados em Miami

MIAMI – Os brasileiros Carlos Otávio Guimaraes, de 67 anos, e Jemima Guimaraes, 65 anos, deixaram a prisão na  Flórida na semana passada depois de pagar $2 milhões. Eles permanecem em Miami, monitorados por tornozeleira, até o fim do processo no qual respondem pelo sequestro do neto nascido nos Estados Unidos.

O casal foi detido no dia 7 de fevereiro quando chegavam ao Aeroporto Internacional Miami porque há uma denúncia na Justiça norte-americana de que teriam ajudado a filha, Marcelle Guimarães, de 39 anos, a manter o neto, cujo pai é americano, ilegalmente no Brasil.

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Brannon e o filho em imagem de arquivo de família

De acordo com a promotoria, Marcelle e a criança viajaram para o Brasil para participar de um evento familiar em julho de 2013, mas deveriam retornar a Houston, onde mora o pai, Christopher Scott Brann, até 20 de julho daquele ano.

“Com esperança, o dia de rever o meu filho está próximo”, disse Brann na semana passada. “Espero que tudo se resolva de uma forma pacífica”, acrescentou.

Outra ação judicial tramita no Brasil, para onde o americano não pode ir porque corre o risco de ser preso porque não pagou a pensão, argumentam os seus advogados.

Depois de depositar a fiança de $1 milhão cada um no dia 9 de março, Carlos e Jemima deixaram a prisão com uma tornezeleira de GPS e voltam à Corte no início de maio. (Veja aqui vídeo de avós deixando a Corte na sexta-feira) 

“Não compreendo o entendimento da Justiça americana, já que o próprio pai da criança retirou os avós do processo aqui no Brasil”, disse a advogada de Marcelle, Marcela Fragoso, na ocasião em que os avós foram detidos.